sábado, 7 de maio de 2011

Passos Coelho quer maioria absoluta, ou não governa.

P5060062.JPGsondagemRTP
(sondagem actualizada -1/6- aqui)

 
Passos Coelho, diz que ou governa ele ou o PS; nenhuma sondagem se aproxima do que precisa para isso. Ou lhe dão uma vitória muito tangencial, ou inclusive a derrota perante Sócrates. Ontem foi a Universidade Católica num estudo para a RTP, Antena 1, Diário de Notícias, e Jornal de Notícias; e no dia 21 de Abril o barómetro Marktest para o DE e TSF.
Com os maiores partidos empatados, o CDS a subir e a sonhar alto, e, à esquerda do PS a falar-se em governo da esquerda, com 15% de intenções de votos – 10% PCP e 5% (!?) do BE – o melhor é desligar das contas das sondagens, ou desligar de os ouvir.
O mais realista ainda é Paulo Portas vir a ser primeiro-ministro, ele ou eu!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A "ajuda externa mais cedo", e os "Troikos".

Como quem vende glutões nos detergentes andam por aí uns publicitários a impingir que a “troika” é um produto excelente, e se alguém da "troika" diz que já devia estar nos escaparates mais cedo, repetem e repetem que já devíamos ter a "troika" connosco há muito.
Estes publicitários são os “Troikos”, os partidários da "troika", os defensores, os correligionários, apóstolos ou seguidores da "troika".

A troika, tal como Jeová, tem testemunhas e pregadores para nos ler e interpretar o “memorando de acordo”, são eles que decifram o conteúdo não vá o povo simplório levar à letra o que está no texto sagrado.

O que lêem os ignorantes é que vão subir os impostos, não só nos carros e no tabaco mas também no IVA da electricidade e dos produtos de primeira necessidade; que quem não tem casa terá mais dificuldade em comprar e quem tem passa a pagar uma maior renda de IMI; que o subsidio de desemprego pagará IRS, será menos dinheiro e por menos tempo; que os cortes atingem a saúde e as taxas moderadoras; que o despedimento individual vai ser ajustado ao interesse dos patrões; que vai ser privatizado ao desbarato tudo o que é propriedade do Estado e dá lucro; Que os dois próximos anos serão de recessão e aumento exponencial do desemprego. Etc.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Passos Coelho insiste em privatizar a água e a Caixa Geral de Depósitos

P5040031.JPGoclarinet

O programa do próximo governo é da "troika", mas as medidas podem ser alteradas desde que a "troika" aceite, por isso os eleitores ainda têm uma palavra a dizer.

Na sua entrevista de ontem à RTP o líder do PSD voltou a afirmar a sua intenção de privatizar a Águas de Portugal para além da Caixa Geral de Depósitos, da REN e EDP e outras que não especificou, e que decerto estarão no seu programa a apresentar no domingo. Algumas das privatizações estão no Memorando acordado com a “troika”; serão para fazer de imediato e ao desbarato, pois não é esta a altura de vender a não ser a preço de saldo.

No que diz respeito à Caixa Geral de Depósitos (CGD) consta que os seguros e participações industriais estão previstos no Memorando. A parte da Saúde da CGD é iniciativa de Passos Coelho, é o bife mais apetitoso e desejado pelos privados, e Passos Coelho quer oferecer-lhes os lucros que têm sido públicos (de todos os portugueses).

Para além de prometer, caso seja eleito, entregar o sector da Saúde da CGD nas mãos privadas, Passos Coelho quer a privatização da própria Caixa Geral de Depósitos; dispersar em bolsa até 49% da CGD. Não houve reacção da esquerda parlamentar

A privatização das Águas de Portugal é um processo iniciado em 2004, para que o governo de Ferreira Leite tapasse os buracos financeiros. Depois o governo do Partido Socialista veio a privatizar empresas que faziam parte da holding Águas de Portugal e que tinham contratos de concessão com autarquias na gestão dos sistemas. A contestação à privatização veio de todos os sectores incluindo do PSD e do CDS. Durante todas as tentativas de privatização da água, ou alienação das competências dos municípios para a Águas de Portugal, sempre houve forças partidárias activas para a defesa desse bem público.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Acordo com a "troika" cria problemas à oposição.

Num post do dia 20 de Abril levantava o problema de haver ou não verdadeiras negociações entre o governo e o FMI/CE/BCE. Terminava com uma nota sobre o PS dizendo que quando lhe entregavam o ónus da negociação, isso tanto podia ser mau para o PS como “uma enorme vantagem eleitoral”. A parte do acordo divulgada por José Sócrates das “medidas que não vão ser tomadas” contradiz a análise que a oposição fazia das negociações.
Para o PCP e BE não havia qualquer negociação, por isso nem iam estar presentes, e PS + PSD + CDS concordariam com as medidas porque elas seriam o seu programa de governo. Independentemente de terem de assinar o acordo, e num hipotético governo terem de o seguir, não se pode dizer que são o programa do PSD ou do CDS.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Amadora - podar árvores na Primavera

oclarinet 3-042011
Aconteceu hoje na Amadora, fora do período vegetativo das plantas e numa altura de reprodução das aves. Nestas árvores nidificam todos os anos Pintassilgos e Chamarizes. Não bastava as pressões atmosféricas verticais que a semana passada projectaram granizo, agora são os cortes horizontais de motosserra a dar cabo do resto. A justificação dos funcionários da Câmara é de que são poucos a cortar e por isso não o podem fazer de Outubro a Fevereiro, como manda o bom senso e a boa prática de protecção das espécies.

(arquivo) Enfrentar um novo ciclo.

Os portugueses parecem estar todos à espera do resultado de um exame clínico. Como se andasse por aí uma epidemia facilmente transmissível, que infecta de forma mais ou menos grave a população. As reacções são variadas, enquanto uns vivem despreocupados como habitualmente, outros entraram em depressão esperando o pior, ou ficaram zangados irritados e irritantes, e nos casos mais graves, desataram a gastar como se estivessem condenados e não houvesse amanhã. Um familiar que tem acesso às contas duma grande empresa de distribuição contou-me que nesta Páscoa se bateram todos os máximos de consumo, e já não é a primeira vez que me informa de records.
Ou anda tudo doido ou há muita gente, demasiada, que ainda não tem noção da situação que se está e vai viver.
Para além dos casos de indivíduos que estão em processo de negação, há o contributo de muita gente que fala e escreve com a única razão de desabafar ou fazer propaganda. Passa a ideia perigosa que se ficarem os mesmos governantes o tipo de vida fica na mesma, que se substituírem os governantes o tipo de vida fica na mesma e até que se não se votar ou votar em branco nas próximas eleições, o tipo de vida fica na mesma.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Morreu bin Laden. As teses erradas sobre a al-Qaeda

bin Laden é agora um mártir. Os Estados Unidos vingaram os ataques da al Qaeda, mas a ameaça de mais violência sobre o Ocidente continua.

Existem duas teses sobre o que é actualmente a organização al-Qaeda; a morte de bin Laden deve ser vista nesse contexto. Ou a al-Qaeda é ainda a organização terrorista que atacou o ocidente no seu terreno, ou se transformou numa organização aliada dos outros movimentos islâmicos que no mundo árabe combatem a influência ocidental.

De qualquer forma o significado do desaparecimento de bin Laden tem mais impacto na simbologia da vingança ocidental e no terreno eleitoral norte-americano que no futuro da al-Qaeda

al-Qaeda, “A Base”, traduz através do nome o formato organizativo inicial, de células independentes, que uma vez treinadas, financiadas e definido o tipo de actuação, tinham autonomia para levar a cabo as operações. Uma organização desse tipo, difusa e desligada de organigramas decisórios permanentes é difícil de ser detectada pelo inimigo. A força da al-Qaeda vem de serem militantes ocultos, compartimentados em células, que quando apanhados limitam os danos ao seu pequeno grupo operacional. Alguns foram recrutados no seio da sociedade ocidental, com passagem pelos campos de treino jihadistas ou não, só se tem dado por eles quando executam ou vão executar acções. Essa al-Qaeda (supondo que há outra) não pode ser decapitada. Nessa bin Laden não era a cabeça do “exército” e o seu desaparecimento só irá aumentar a retaliação contra o ocidente – a criação de mártires não reduz a violência.

Fala-se por outro lado numa “nova” al-Qaeda; que teria revisto criticamente a estratégia de actuação após a reflexão de alguns dos seus líderes que se tinham oposto ao 11 de Setembro. Suleman Abu al-Gaith, (que foi porta-voz da organização) e que seria agora mensageiro desse sector, publicou na internet o ano passado, o manual “Vinte orientações para a Jihad,” onde foi muito crítico para bin Laden e outros dirigentes, acusando-os de isolar a al-Qaeda dos outros movimentos e do mundo islâmico.
A actuação da al-Qaeda na Líbia é um sinal que algo mudou, uma vez que operam aliados aos partidos islâmicos, abandonaram as acções de terror, e o próprio Dr. Ayman al-Zawahiri que antes justificava o 11 de Setembro fez declarações a condenar os ataques a muçulmanos nas mesquita, nos mercados, ou locais de reunião, e disse nessas mensagens que falava em nome de Ussama bin Laden. Quando diz que “os membros da al-Qaeda não devem participar em ataques, nem contra muçulmanos nem contra não muçulmanos” estamos perante uma al-Qaeda desconhecida das notícias que hoje andarão pelos órgãos de informação ocidentais.

Ussama bin Laden morreu, se não houver actos terroristas reivindicados pela al-Qaeda, pode significar em vez da fraqueza da al-Qaeda, a mudança anunciada da sua estratégia política.

Do que não há dúvida, é que actualmente na Líbia, a al-Qaeda está a armar os seus mujahedeens com material fornecido pelo ocidente, tal como os Talibãs se armaram quando o inimigo era a União Soviética. Isso fica para outro post.

domingo, 1 de maio de 2011

1º de Maio - Origens do Dia do Trabalhador.

As comemorações do 1º de Maio relembram os episódios violentos de 1886 em Chicago, numa manifestação pela jornada de trabalho de oito horas. O marco histórico que reivindicava 8 horas de trabalho, 8 para dormir e 8 para lazer.
O movimento operário organizado surge da revolução industrial, antes os protestos nos campos e nas cidades eram fugazes e desorganizados.
São as condições criadas pela revolução industrial, a desumanização do trabalho e a chegada das primeiras máquinas que fazem aparecer as organizações operárias.
No início os trabalhadores das indústrias atacaram as máquinas que culpavam pelo desemprego, num movimento conhecido como ludismo. Nos anos 30 do século XIX já havia no Reino Unido sindicatos (trade unions) e as reivindicações para além da luta operária nas fábricas, chegavam ao Parlamento através de cartas, petições, abaixo assinados, num movimento chamado Cartista. A oposição do Parlamento britânico (composto de aristocratas e burgueses) às exigências, deu força às organizações dos trabalhadores.

sábado, 30 de abril de 2011

Pai emocionado em parto complicado.

Seria normal que o nervoso miudinho de um progenitor perante um parto difícil, no fim do trabalho estivesse abalado e desse largas à comoção. Eduardo Catroga que hoje (finalmente) entregou a sua gestação para adopção pelo PSD cumpriu a cena de fazer uma fita.
Ao jornal “Expresso” tinha declarado que “as gerações mais jovens deviam pôr este governo em tribunal”. Num país em que a Justiça deviam estar no banco dos réus, quem julgaria o governo? E porquê só este governo? É verdade que com o entupimento dos tribunais enquanto se julgava este governo não se julgavam os anteriores do PSD e do PS, os de coligação e de iniciativa presidencial, são todos eles e as oposições a condizer, que abriram caminho para a situação em que nos encontramos.
E Catroga sabe que os de Cavaco Silva, incluindo quando ele (Catroga) teve responsabilidades governativas, têm imensas culpas no cartório. São erros acumulados (sabemos hoje) durante décadas, que aumentaram os desequilíbrios da nossa sociedade ou não os souberam corrigir.
 O que preocupa é ver que os falhados do passado são chamados a fazer outra vez os programas para o futuro. E quando não redigem os projectos, andam por aí a influenciar, a espalhar a sabedoria que não provaram ter quando governaram; quase todos os ex ministros querem governar por fora quando foram incapazes de o fazer nos governos, de Augusto Mateus a Daniel Beça, de Pina Moura a Mira Amaral, etc; em duetos e mesas redondas, através de manifestos ou jantares, não saem de cena, é o vício do palco.
Não gostei de ouvir Eduardo Catroga choramingar que há uma geração que não deixou o país melhor para os jovens, qual geração? A geração que tem os filhos “à rasca”, ou a governação e os apêndices da governação, da geração que tem os filhos “à rasca”? Os da geração que trabalhou, poupou e progrediu ou da geração que nada fez, gastou à farta e atrasou o país. É que somos todos da mesma idade mas desempenhámos papéis diferentes.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

PSD já tem Programa

O PSD veio dizer que já tem programa. Lê-se no “ionline” que o programa não chega às medidas concretas. Tem portanto acabado um programa sem medidas que possam ser discutidas entre os partidos e na sociedade. Uma folha A4 de generalidades ou 50 páginas de generalidades é o mesmo, não é programa de partido para quem quer governar um país, mas aguardemos.

O PSD tem dado a imagem, como tem sido observado por vários dos seus militantes “notáveis”, que não tem ideias próprias, essa mensagem passou definitivamente com o recurso a grupos Ad hoc onde o seu Gabinete de Estudos e o Instituto Sá Carneiro parecem cabular.

 O “fórum” Mais Sociedade” liderado por António Carrapatoso apresentou propostas aberrantes, mas aqui também temos de esperar pois só amanhã encerram os seus “trabalhos”. Eduardo Catroga líder da equipa do programa (sem medidas concretas do PSD) diz-se incomodado com os “carrapatosos”, Passos Coelho vai encerrar o “fórum” Mais Sociedade” “uma manifestação da sociedade civil”. Se os “carrapatosos” são sociedade civil eu sou militar.

O PSD tem um problema, grave, e Miguel Relvas confessou-o. Disse ele no ISCP, em Lisboa, que tem sondagens “traking diário” e vê a evolução, “como a coisa está, e vejo que sempre que falamos verdade, os portugueses retraem-se.”
Ora é com esta realidade que vai decorrer a campanha eleitoral, se o PSD diz a verdade sobre o que quer fazer ao país, o país não o deixa fazer.
Acredito.