sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
A greve na CP. Não há mais comboios por castigo.
A administração da CP prefere causar um prejuízo de 2,5 milhões de euros à empresa que dirige, e o transtorno a milhares de utentes, que ceder em reivindicações dos maquinistas que antes já tinha concordado conceder.
Não é normal, ou antes, não seria normal se a empresa fosse sua propriedade e os prejuízos fossem seus, mas nisto das empresas públicas é muito fácil gerir e bater o pé, quem acaba por pagar é o contribuinte, são os cidadãos. Com um governo a sério, que acautelasse os interesses das populações e das empresas do Estado, a administração da CP mudava na hora.
O que está em causa é o direito (constitucional) à greve, mas também o cumprimento do acordado entre a administração e o sindicato. O conflito tem como origem fundamental, os processos disciplinares instaurados pela CP aos maquinistas, por terem feito greve.
O Sindicato dos Maquinistas diz que entre o que urge resolver, está “nomeadamente o cumprimento integral dos acordos de 21 de Abril e 9 de Junho de 2011, pois, ao contrário do então acordado, foram mantidos e abertos inúmeros processos disciplinares relacionados com o legítimo exercício do direito de greve, em cuja anulação, então, aquele Conselho (de Administração da CP) se comprometeu; bem como a anulação das medidas que visam restringir o exercício da actividade sindical na empresa”.
O Conselho de Administração da CP, resolveu escolher um momento de dificuldades de financiamento da empresa e das festividades do Natal e ano novo, em que o comboio habitualmente ajuda a juntar as famílias, para abrir uma guerra com os trabalhadores.
Provavelmente esperavam voltar os cidadãos contra os grevistas; enganaram-se. Pelo que vi no telejornal da tarde, há compreensão dos utentes pela luta dos trabalhadores.
A Administração da CP é irresponsável e prepotente; com este governo os tempos estão de feição para este tipo de “gestores”, mas atrás dos tempos vêm tempos e a história não acaba aqui.
Uma nota pessoal: - a falta de comboios vai obrigar-me a ir buscar o meu filho de Ourém para Lisboa no dia da consoada, (a companheira está de serviço e precisa do único carro) mas estou solidário com os maquinistas e o seu Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ). Se não forem os sindicatos fortes que não cedem a chantagens, como o SMAQ, os portugueses passam todos a escravos muito rapidamente.
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